É fundamental que a empresa comunique a situação que está vivendo aos funcionários. E explique com clareza o porquê de determinadas decisões. A imagem da empresa, segundo o colaborador

Em uma pesquisa da Randstad divulgada no ano passado, 50% dos candidatos afirmaram que não trabalhariam em uma companhia com a imagem prejudicada.

Faz sentido. É só recapitularmos dois exemplos recentes. De um lado, Magazine Luiza, cuja principal acionista, Luiza Trajano, criou o movimento “Não demita!”, puxando milhares de empresas para o propósito.

Do outro, a rede Madero, do empresário Júnior Dursk, que declarou publicamente: “As consequências que vamos ter economicamente no futuro vão ser muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus”. O vídeo viralizou na internet e a frase arranhou a marca aos olhos dos consumidores e, muito provavelmente, dos funcionários.

Mas, outras questões podem impactar negativamente os colaboradores. Nesse caso, ligadas a valores como transparência na gestão. A pergunta é: o que, em geral, mais compromete a imagem de uma empresa, em termos de marca empregadora?

Para Maria Luiza Nascimento, diretora de RH e Marketing da Randstad, o principal ponto é a falta de alinhamento entre valores e missão em relação ao que é observado na prática.

“Caso a empresa se veja em uma situação de incerteza, na qual não consegue estar alinhada ao que propõe, deve rever seus documentos e, de forma muito clara, comunicar aos times sobre novas práticas e nova visão para o negócio”, diz.

Essa incoerência pode ser – e é — verificada pelos talentos que, cada vez mais, filtram as informações sobre as empresas que sentem ter valores similares aos deles e que tenham um propósito de existência bem definido.

“Eles normalmente procuram opiniões de quem não apenas faz parte da equipe, mas, principalmente, de quem já saiu da empresa e registrou suas opiniões em páginas de carreira. Assim, o que mais prejudica a imagem é esse desalinhamento entre o que a marca empregadora vende e a realidade que é vivida dentro da organização”, diz Beatriz Zaratini, da Wavy Global.

A executiva ressalta que os principais embaixadores da marca são os funcionários e os ex-funcionários. “Por isso, trabalhar muito bem internamente o que a empresa busca de perfil e o que ela oferece em termos de carreira é fundamental para a imagem verdadeira que as pessoas irão sentir.”

Lembrando sempre que a caminhada do colaborador está mais ligada a busca de propósitos. Especialmente em tempos de novo coronavírus.

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