No Brasil, e em grande parte do mundo, estamos finalmente começando a ver a luz no fim do túnel para superar a pandemia. Os casos Covid-19 estão fora caindo. As vacinas estão em alta. As salas de emergência estão começando a serem ocupadas com pacientes com acidentes comuns novamente. Muitas pessoas estão cautelosamente começando a retomar algo como uma vida normal. Desafios de saúde mental e física persistirão após a pandemia

Mas a pandemia deixou muitas pessoas com problemas de saúde que precisam urgentemente de atenção – e esses problemas abrangem cuidados físicos de rotina e novos desafios de saúde mental. Novas evidências mostram que um em cada cinco sobreviventes de Covid é diagnosticado com um problema de saúde mental três meses após o diagnóstico. Isso significa que os problemas de saúde mental são duas vezes mais comuns entre os sobreviventes de Covid do que na população em geral.

+ Estudo aponta redução de atendimentos de saúde mental durante pandemia

Ansiedade e insônia são dois dos diagnósticos mais comuns. Não é de surpreender, já que alguns desses sobreviventes chegaram perigosamente perto da morte. Outros podem ter perdido familiares ou amigos devido à doença. E alguns ainda lutam com sintomas persistentes, como perda de paladar ou cheiro.


 

Essas tendências também não se limitam aos sobreviventes da Covid. Uma pesquisa da Universidade de Oxford também mostrou que o estresse de viver durante a pandemia aumentou muito o número de pessoas, principalmente jovens, que lutam contra problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Milhões de pessoas perderam o emprego ou sofreram uma queda na renda, o que as coloca em maior risco de adoecimento mental. Pesquisas também indicam que os problemas com o uso de substâncias estão aumentando.

O acesso aos cuidados de saúde mental já é um grande problema neste país. Na verdade, a maioria dos adultos com doenças mentais não recebe nenhum tratamento.

E esse não é o único problema com o qual os médicos lidarão nos próximos meses. Milhões de pessoas tiveram que adiar cirurgias eletivas. As cirurgias postergadas incluíram problemas sérios, como operações de joelho ou ombro. Muitos desses pacientes têm enfrentado dores crônicas e significativas enquanto esperam pelo tratamento de que precisam. Eles também têm lidado com a incerteza emocional de não saber quando poderão receber o tratamento ou o quanto suas condições podem se tornar mais graves enquanto esperam.

A grande maioria das pessoas que aguardam cirurgias como essas recebem prescrição de opioides para lidar com a dor. Alguns também terão recebido prescrição de benzodiazepínicos para ansiedade ou insônia. Essas drogas têm um propósito vital, mas esses mesmos medicamentos não são apropriados para uso a longo prazo. Pessoas que usam opioides antes da cirurgia têm maior probabilidade de continuar usando esses medicamentos após a cirurgia, além de riscos de dependência química e vício.

Médicos e provedores de saúde mental recorreram a ferramentas de tecnologia como telessaúde para ajudar a manter a continuidade dos cuidados com seus pacientes durante esta pandemia. Dado o nível de necessidade pós-pandemia, os provedores devem continuar a usar ferramentas de tecnologia para acompanhar a demanda. A telessaúde e outras ferramentas de tecnologia podem ajudar os pacientes que vivem em áreas rurais, ou que simplesmente vivem longe da ajuda especializada de que precisam, a ter acesso aos cuidados necessários com urgência. As ferramentas baseadas em IA podem ajudar os provedores a monitorar os pacientes entre as consultas, identificando os problemas antes que se tornem graves. A tecnologia terá um papel importante a desempenhar para garantir que todos os pacientes que precisam de cuidados possam acessá-la.


Fonte: Isto É

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