Tecnologia também está em alta: de acordo com o Global Marketing Insights, o mercado de e-learning deve dobrar de tamanho até 2027, com grande participação da educação corporativa Foco no colaborador será tendência nos treinamentos corporativos em 2022

O World Economic Forum projeta uma ampliação do ensino intra-corporativo para os próximos anos – mais de 70% do total de colaboradores das empresas poderão ter acesso a esse tipo de treinamento até 2025. Modalidade on-line seguirá em alta nos programas de desenvolvimento, em 2022 e anos subsequentes, uma vez que as empresas já perceberam a facilidade que oferecem para o acompanhamento da evolução dos colaboradores e a produção de métricas para nortear as decisões organizacionais. De acordo com o Global Marketing Insights, o mercado de e-learning deve dobrar de tamanho até 2027, passando de US$250 bilhões para US$499,1 bilhões no período, com grande participação da educação corporativa. Mas como implantar ou aprimorar o aprendizado corporativo e acompanhar a tendência? Consultorias revelam conceitos e formatos que estão em alta e podem garantir os melhores resultados às companhias.

Lifelong learning

De acordo com relatório divulgado pela Voxy, especializada no ensino corporativo de Inglês, o conceito de aprendizado contínuo, popularizado a partir de recomendações da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, da UNESCO, em 2010, deve permanecer em voga nos próximos anos, propagando um modelo de busca proativa por desenvolvimento profissional e pessoal entre os colaboradores. Empresas devem proporcionar ações que propiciem, nesse sentido, tanto o upskilling (aprimoramento de habilidades) dos seus funcionários, quanto o reskilling (a familiarização com novas áreas técnicas ou desenvolvimento de novas habilidades).

Foco no colaborador

Ações de educação corporativa com foco na experiência do colaborador também permanecerão em alta nas estratégias em treinamento e desenvolvimento, segundo a Voxy. Seguindo a tendência, o ensino corporativo deve ser hiper personalizado, cada vez mais customizado ao colaborador, algo facilitado pelas plataformas tecnológicas de educação corporativa e recursos de Inteligência Artificial.

Wellbeing (bem-estar)

Segundo a Voxy, treinamentos voltados para o bem-estar dos colaboradores devem continuar no radar das companhias em 2022 e anos subsequentes, ensinando-os a reconhecer os sinais de problemas de saúde mental em seus colegas e si próprios, como estresse, esgotamento, ansiedade e a depressão.

Universidades corporativas

De acordo com o DOT Digital Group, especializado em soluções digitais de educação corporativa, trata-se de uma tendência que auxilia a organização no controle sobre os processos de aprendizado, facilitando treinamentos ligados às metas e aos resultados estratégicos da empresa. Projetos podem ser de fácil adaptação ao formato on-line.

Onboarding

Esse tipo de treinamento, sobretudo on-line, segundo a empresa de soluções digitais, deve auxiliar na apresentação da companhia ao novo colaborador e também promover mais facilmente a integração à cultura organizacional em um modelo híbrido de trabalho.

Treinamento de compliance

Nesse treinamento são abordados assuntos como práticas anticorrupção, antifurto, trato de fornecedores e as novas orientações da LGPD, sendo, hoje, essenciais para o negócio, avalia a empresa especialista em ensino digital corporativo.

Programa de liderança

Programa da área deve oferecer trilhas específicas de acordo com as necessidades reais da empresa para formação e capacitação de líderes (os que já são e as pessoas que podem ocupar um cargo de liderança futuramente).

Nesse ou em outros campos, “a equipe de treinamento precisa avaliar quais tipos de capacitações os colaboradores precisam e quais são os seus impactos no dia a dia da equipe. A partir disso, pode ser criado um plano estratégico, delimitando o valor que pode ser repassado e investido nos conteúdos que têm maior impacto para a empresa”, explica a gerente comercial do DOT Digital Group, Bruna Mathias. A avaliação correta evita perdas orçamentárias e gastos desnecessários, afirma a especialista.


Fonte: Melhor RH

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